quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fascino

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"Que as dificuldades que eu experimentar ao longo da jornada
não me roubem a capacidade de encanto."

Ana Jácomo






quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

One Art

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A arte de perder não é difícil de se dominar; 
tantas coisas parecem cheias da intenção 
de se perderem que a sua perda não é uma calamidade. 

Perder qualquer coisa todos os dias. Aceitar a agitação 
de chaves perdidas, a hora mal passada. 
A arte de perder não é difícil de se dominar.

Então procura perder mais, perder mais depressa: 
lugares e nomes e para onde se tencionava 
viajar. Nenhuma destas coisas trará uma calamidade.

Perdi o relógio da minha mãe. E olha! a última, ou 
a penúltima, de três casas amadas desapareceu. 
A arte de perder não é difícil de se dominar. 

Perdi duas cidades encantadoras: E, mais vastos ainda, 
reinos que possuía, dois rios, um continente. 
Sinto a falta deles, mas não foi uma calamidade.

- Mesmo o perder-te (a voz trocista, um gesto 
que amo) não foi diferente disso. É evidente 
que a arte de perder não é muito difícil de se dominar 
mesmo que nos pareça (toma nota!) uma calamidade. 


Elizabeth Bishop




domingo, 10 de fevereiro de 2013

Capacità

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"Sejamos capazes de ouvir com o coração nas frestas
 das miudezas do cotidiano o bater das asas dos anjos.
E em meio as banalidades do dia-a-dia, sentir as
fragrâncias eternas."





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Solitudine

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"Minha alma tem o peso da luz.
Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita,
prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança.
Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros."

 Clarice Lispector